28.8.05

uma conclusão de john banville

«Praga, como disse Kafka, tem garras e não nos larga. Dou a última palavra a Ripellino, a minha inspiração e cicerone incansavelmente entusiástico. 'Quando procuro uma outra palavra para mistério', escreve ele, 'a única palavra que encontro é Praga. É escura e melancólica como um cometa; a sua beleza assemelha-se à sensação do fogo, sinuosa e oblíqua como as anamorfoses dos maneiristas, com uma aura lúgubre de decadência, um sorriso irónico de eterna desilusão.'»

(in imagens de praga, trad. teresa casal, asa)